#V2 SCOTLAND Highland & Skye

Julho e Setembro 2017
Local
Horario
Scotland
15-07-2017 a 23-07-2017
02-09-2017 a 10-09-2017
Nº Vagas
Nº Participantes
14
14
Exigência Fisica
Conforto
Interesse fotográfico

Um país, duas viagens, 14 fotógrafos.. a mesma paixão.

Não existem viagens iguais, nem dias iguais, pelo que as duas viagens à Escócia que fizemos com um grupo de 7 fotógrafos em Julho não foi igual à que fizemos em Setembro com outro grupo de mais 7 fotógrafos.

Na Escócia o tempo é muito imprevisível e nada seguro nas previsões de longo tempo. Podemos afirmar que a viagem de Julho decorreu com um clima mais ameno, mais sol do que a de Setembro, onde os céus mais carregados e a chuva apareceu.. mas afinal estamos a falar da Escócia...

Perante isso, os 2 grupos conseguiram usufruir de momentos diferentes e de paisagens diferentes, e todos conseguiram registar belos momentos.

A nossa viagem iniciou-se em Edimburgo, capital da Escócia, cheia de histórias e repleta de uma bela arquitectura. Ao primeiro grupo não lhe foi possível visitar a cidade à noite devido ao atraso dos voos, enquanto que o segundo grupo teve a oportunidade de fotografar uma típica vila escocesa na blue hour e fazer um passeio nocturno pela cidade, passando por locais como a Royal Mile, Grassmarket e Victora Street.

Na manhã seguinte, era hora de rumar para as highlands e todos estavam à hora marcada, prontos para a aventura e cheios de expectativa para o primeiro spot, pois o receio da descida era algo que a todos criava alguma ansiedade. As ameaças da vontade de o José Moreira de se rir com a possibilidade de alguém se "sentar" no rio, deixou todos em estado de alerta e nenhum queria dar esse gosto ao nosso colega.

Em grupo e com grande entre-ajuda ambos os grupos desceram à garganta do rio de sangue e poderam admirar e fotografar o púlpito do diabo, local onde séculos passados os druídas faziam os seus rituais.

 

Foi a primeira prova e superada de maneira admirável pelos 2 grupos.. outras se seguiriam até ao dia da subida a Old Man of Storr... o terror que se seguia.. algures num dos últimos 3 dias da viagem.

 

Apesar da condução "estranha" que fazia confusão a todos, o nosso "motorista" de serviço fez toda a viagem como um à vontade como se conduzisse todos os dias pela esquerda.

Numa espaçosa van de 9 lugares em que todos íamos confortáveis e com espaço para toda a bagagem, rapidamente o José Moreira ganhou confiança e em pouco tempo já ultrapassávamos carros domingueiros e camiões mais lentos, isto perante o glaudio e o aplauso do grupo..

Nessa noite chegamos ao vale de Glencoe, uma região fabulosa para a fotografia, onde passamos as 2 noites e dias seguintes. Nesta região fomos alternando os spots tendo em conta as condições meteorológicas. Os nossos participantes ficaram deliciados com rannoch mor e o vale de Glencoe e com a luz que envolve as Three Sisters e inunda todo o vale. Entre os spots previstos e outras improvisações passamos 2 dias de excelente fotografia. No primeiro grupo, em virtude de ser Julho e termos tido uma noite de céu limpo, ainda andamos à caça da via láctea.. sem grande sucesso devido à claridade que se fazia sentir até bem tarde na noite. Ficaram as fotos de base e umas boas gargalhadas...

À noite era hora de nos juntarmos no bar do hotel para saborear um scotch. Apesar de o despertar do dia seguinte ser bem cedo, ninguém dispensava fechar o dia sem a dose diária do scotch. Entre Talisker, Lagavulin, Oban e outros lá fomos passando os serões bem animados.

No quarto dia era dia de apanhar o comboio do Harry Potter e de fechar em Eilean Donan.. um dos highlights da viagem e um local icónico para a fotografia. Em Eilean Donan, o primeiro grupo teve um céu demasiado limpo e uma maré um pouco baixa enquanto o segundo teve maré cheia mas com muito vento. Apesar de bons registos fotográficos ficou a sensação de que podia ter sido melhor.

Os próximos dia seriam passados na ilha de Skye.. uma ilha com um potencial enorme para a fotografia.

Todos tinham imensa expectativa sobre Skye. Todos já tinham visto fotografias e ouvido as nossas "histórias" sobre a ilha.

A ponte surgiu quase do nada, inclinando-se no horizonte como que escondendo a entrada da ilha. O cruzar da mesma foi um momento de agitação na carrinha e todos se inclinavam à procura já de algo para fotografar, como se esta ilha mágica fosse só por si motivo suficiente para tal.

Nos 3 dias seguintes, fomos gerindo os locais a fotografar de acordo com as previsões na hora nas condições de chuva, nuvens e vento. Face à experiência e conhecimento dos locais, sabíamos à partida que tipo de condições precisávamos para cada spot. Só à hora do almoço era decidido o local para fotografar o por do sol, e só à noite, na companhia de um scotch era decidido o local para o nascer do sol.

O primeiro grupo teve a felicidade de apanhar 3 dias seguidos sem chuva em Skye enquanto que com o segundo grupo, praticamente choveu durante o dia, mas dando abertas às horas de fotografar.

Principalmente em Julho o despertar era algo penoso, com saída do hotel ás 3h30 da manha, os colegas aproveitavam os 20/30min de viagem até ao spot para mais um cochilo..  a dada altura criou-se um género de automatismo em que nestas viagens matinais todos dormiam mais um pouco e mal a carrinha parava, todos saltavam para fora, pegavam na mochila e tripé.. e toca a andar e prontos para disparar... seja o que for...

O momento de chegada a Quiraing foi algo que ninguém esquece. O local é fabuloso e tem um variado numero de spots potenciais.

Fizemos um pequeno briefing explicando quais os spots mais habituais, nomeadamente os mais perto, casos do rasgo na relva em forma de meia lua, com um tufo que recebe os primeiros raios de luz, assim como o local do famoso arbusto que subsiste ano após ano no seu lugar mantendo a sua forma e a sua postura.

Depois de cada um fazer os seus registos e deambular um pouco pelo local, levamos todos a um spot nosso conhecido que obriga a uma pequena caminhada.. mas que vale bem a pena o esforço suplementar, pois desse ponto faz-se um dos melhores registos de Quiraing.

A manha coberta de nuvens permitiu termos uma luz agradável até mais tarde e a hora do almoço aproximava-se. Era dia da ida aos lagostins.. É hoje ? perguntam alguns... bora lá.

A semana aproximava-se do fim e Old Man of Storr estava a chegar.. e chegou o dia da subida.. precisamente na última manha. 

 

Ao topo chegaram todos quanto partiram. Foi algo que ficou desde logo combinado.. ou chegamos todos.. ou não chega nenhum. A primeira subida foi penosa, mas a segunda foi dramática. Em Julho o grupo subiu em 1h15 com boas condições de visibilidade e terreno. Em Setembro foi necessário 1h45m para todo o grupo chegar ao topo, numa subida envolta em nevoeiro, chuva miudinha e num terreno lamacento.

Mas a vontade de vencer esta ultima etapa era tal, que deu o alento extra para se chegar ao topo e poder dizer: " Eu estive lá...".

Neste dia, após o pequeno almoço a alegria e a boa disposição já não era a mesma. Todos já sentiam que o proposito que nos tinha trazido à Escócia estava cumprido e era hora de rumar para sul, e deixar para trás as paisagens de Skye. O cruzar da ponte foi o derradeiro adeus e o resto da viagem sentiu-se o silencio quiça pelo cansaço da etapa matinal, quiça pelo saudosismo que se apoderava de todos.

Finalmente chegamos ao destino final para a última noite, o Hotel Airth Castle, um luxuoso hotel já bem perto do aeroporto de Edimburgo, que nos permitiu ter uma noite relaxante e usufruir do conforto desta unidade hoteleira. Ao jantar foi-se trocando palavras e revivendo uma semana de fotografia onde não faltou a boa disposição e onde tudo serviu para uma boa gargalhada.

 

Assim decorreu uma ( duas ) semana(s) de fotografia na Escócia na companhia de 14 fantásticas pessoas e unidos em torno da mesma paixão. 

Os resultados ? julgue por si próprio..

TESTEMUNHOS

Uma experiencia fotográfica fantástica, que superou todas as minhas expectativas, que eram muito altas. Obrigada a todo o grupo fabuloso, divertido, bem disposto e em partícular ao Jose Moreira e Paulo Pereira por terem, como sempre, organizado uma viagem sem igual, que ficara sempre na minha memoria.

Gabriela Chaves

O meu muito obrigado a todos os restantes participantes, e em particular ao Paulo Pereira e ao Jose Moreira por este fantástico workshop e viagem.
A capacidade que têm de se adaptarem constantemente às condições no terreno, sempre com um plano B, C, D ..., e conseguirem manter o grupo coeso e alinhado, fazem desta dupla uma equipa muito especial.

Carlos Neto

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